cdelima
carlos alberto pinto de lima
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Cozinhas por onde andei
Carne Seca com Cebola Roxa          

Já estava se aproximando a hora de começar a cumprir meu tempo de aposentadoria.

O que fazer? Continuar pilotando computadores, desenvoilvendo processos e procedimentos racionalizados por onde andava? Poderia ser um caminho natural. Afinal de contas, muitos dos meus companheiros da vida profissional seguiram esta trilha.

Eu, não. Queria buscar novas alternativas. Queria resgatar vontades que andavam rondando minha cabeça faziam algum tempo. Então, bora aprender a cozinhar...

Busquei um lugar técnico. Não um modernoso ou lúdico como outros tantos procuravam. Então, atravessar a Baia de Guanabara e começar a estudar no Senac - Niterói. Cozinheiro foi o curso escolhido. Uma turma pequena. Ambições grandes, para uns como eu. Foram muitas as travessias até que passei a ir de barca. Então, o limite das aulas passou a ser o da "última barca". Todos se esforçavam para cumprir as tarefas e ainda chegar a tempo de fazer uma travessia calma. Afinal, ainda tinha um ônibus até minha casa...

Bem, certificado embaixo do braço e a busca por estágios ou, quem sabe, um emprego? O que apareceu foram estágios. Conheci primeiro a cozinha de um Boliviano que acabou se transformando em uma grande amizade. O Checho Gonzales estava montando o Pecado ali em Ipanema, no Rio de Janeiro. Conheci a gestação de um restaurante. Obras, equipamentos, treinamento com fornecedores, preparação e teste de cardápio. Foi bom.

Depois, conheci a Andréa Tinoco. E a oportunidade de conhecer três dos restaurantes que ela comandava aqui no Rio de Janeiro. Primeira experiência numa pequena cozinha, no bairro do Leblon onde o Redondo era um ponto de charme. O sous-chefe me ensinou muito. E guardo até hoje os aprendizados diários. Depois foi a vez do FM Café, no Shopping Rio Sul. Uma "cozinha rápida" para almoço executivo. Uma boa experiência. E, por fim, conhece o Madalena, me levou novamente à Ipanema. Pude, novamente colocar em prática os aprendizados do Senac e dos outros restaurantes pelos quais havia passado.

Pelo caminho, fui aprender alguma coisa de comida japonesa no Manekineco. Fiz o curso de Manipulação de Alimentos, obrigatório para o trabalho em restaurantes e, ainda, o de Boas Práticas de Fabricação de Alimentos.

Depois, frequentando cursos no Senac em Botafogo, onde funcionava o Bistrô Senac, conheci a Roberta Sudbrack, que havia escolhido o Rio de Janeiro para receber o seu restaurante. Uma experiência e tanto pois nosso aprendizado era na própria cozinha do restaurante, onde ela preparava e nos explicava como conseguir o melhor de cada alimento. Depois, divididos em grupos, nós preparávamos o jantar. Experiências únicas em minha vida. Mas, aprendizado que ficaram gravados em minha memória. Foram vários deles, que depois da inauguração da Casinha Laranja à Beira do Canal do Jardim Botânico passaram a ser dados lá. Eram nossos dias de Teacher & Dinner. Nessa época, criamos a Confraria Viva que ainda tem um grupo de colegas que se reunem para comemorar, pelo menos, o nosso aniversário de criação.

O aprendizado continuou. Os estudos e pesquisas também. Frequentei um ano letivo na UNATI/UERJ aprendendo sobre Nutrição para a Terceira Idade. Aulas fantásticas e uma professora que virou amiga e consultora...

Ainda voltei ao novo restaurante Pecado, do Checho Gonzales, em outro endereço de Ipanema onde, recebi a incumbência de cuidar das "praças" fria e de sobremesas. Intensa prática.

Depois disto, pesquisas e uma consultoria para estruturação da cozinha de uma clínica psiquiátrica. Descrever processos. Revisar layout e refazer o cardápio com a ajuda da nutricionista responsável. E a bagagem aumentou ainda mais.

Dai pra frente, as pesquisas se sucederam. Leitura de livros e internet acrescentaram muito conhecimento.

Algumas atividades de "personal" preparando refeições para público entre 15/20 pessoas.

Virou "hobby"...

 

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