cdelima
carlos alberto pinto de lima
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O início da caminhada foi na Informática

Naqueles dias havia tido uma grande perda na vida. Essa era minha visão. Maktub. Era preciso buscar meus próprios caminhos, escolher o ritmo e as pausas necessárias.

Fui levado a um banco no centro do Rio de Janeiro (hoje ele não existe mais). Comecei cuidando da carteira de cobranças. Éramos dois funcionários e um chefe.

Sempre ficava após o expediente ou conversando ou ajudando o pessoal da contabilidade. Eles sempre precisavam esticar o tempo. Depois, num trem cheio e velho voltava pra casa. E isso se repetia diariamente até que "achei" uma circular sobre a mesa do contador. Era a comunicação que iriam fazer uma seleção interna para ocupar um grupo novo. Organização e Métodos. Esse grupo seria o responsável por estabelecer Normas e Procedimentos de forma que o Banco pudesse funcionar de forma harmoniosa e ainda assim, facilitar os trabalhos de auditoria tão necessários. Pelo menos naquela época era assim... Claro que eu não tinha ainda o "tempo de trabalho" necessário para me inscrever. E lá fui eu conversar sobre esta possibilidade com o Gerente da Agência. Ele me questionou algumas coisas. E disse um seco "vou ver". E lá fiquei eu num desespero só até que ele me chamou e apresentou um documento assinado por ele: era minha apresentação ao Coordenador do curso. A alegria foi tanta que soltei um grito e fui abraçá-lo. Olhei para o contador e ele sorriu pra mim... Já lá se vão tantos anos que ouvi do Sérgio, meu primeiro chefe, um conselho que sempre divido com as pessoas que amo "vai lá, esquece de TUDO e se dedica com corpo e alma pois isso irá modificar a tua vida." E não é que ele acertou (ou predisse ou apenas foi o veículo)?

E foi assim que tudo começou. Dois meses dedicados. Terminei em terceiro lugar e quem me entregou o certificado? Ometo estava ali todo orgulhoso por ter me indicado. Desejou-me sorte e sucesso. Obrigado Ometo, estejas onde estiveres, MUITO OBRIGADO!

E lá fomos nós para aquele trabalho de reorganizar o Banco. Claro que foi apenas um degrau. Galguei outros chamados de Standard Eletrica; Grupo Gerdau (Usina Cosigua e Grupo); Cobra Computadores; Bozano, Simonsen; Ponto Frio; Ambientair.

As variações funcionais refletiram uma evolução natural naqueles tempos: analista de organização e métodos, analista de sistemas e métodos, analista de negócios, gerente de comércio eletrônico, gerente de projetos, consultor...

Sou um "pai" feliz com meus "filhos" que fui colocando no mundo dos negócios. Mas, talvez por ser o que me deu maiores emoções e até um infarto foi o trabalho feito no Ponto Frio. Desde que entrei fiz parte de um grupo que era o responsável pela evolução tecnológica da empresa. Começamos a "informatizar" os processos de vendas das lojas físicas e, depois de uma passagem pela área de logística fui chamado para montar a área de negócios de comércio eletrônico. Nem o Albert Arar, diretor comercial, que me chamou para este trabalho sabia exatamente o que era. Mas visionário como sempre foi, me disse: você é quem vai colocar nossa empresa neste novo mundo que está começando. Isto era outubro de 1995. E lá fomos eu e o Henrique Pechman caminhar por este caminho desconhecido apesar de algumas indicações de por onde seguir. Erramos sim. Mas acertamos muito mais e conseguimos "inaugurar" a loja virtual do Ponto Frio em 29 de dezembro daquele ano. Tudo muito artesanal, muito primário mas com uma dedicação e um amor muito grande. Até hoje ele é o meu "mentor" nesta área.

A evolução foi rápida. O aprendizado chegava em uma velocidade assustadora. E, pensar que este "mundão" todo de e-commerce que circula muito dinheiro começou com apenas um carinha tomando conta da operação acompanhada passo-a-passo e, do outro lado, dois caras cuidando da tecnologia... E tudo corria nesta velocidade até que a decisão de outro visionário nos levou ao Anhembi. Metade do pavilhão era uma loja física do Ponto Frio para as vendas de Natal. E eu, tinha um quiosque da loja virtual ali no meio. Seis terminais ligados à internet possibilitaval uma experiência ainda experimentada por poucos. Trabalhamos duro. Dormia de 3 a 4 horas por dia. Vivi 17 dias alucinadamente.

Na volta, minhas estradas começaram a mudar drásticamente... infartei. O coração não aguentou a onda. E, na volta aos poucos ao trabalho encontrei, um dia, um novo pai para o filho que tanto amei. Meu filho foi sequestrado. Mas ainda conseguia vê-lo de longe. Agora já nem tanto mais...

Logo depois disso, ainda passei pelo Consórcio do Ponto Frio, reestruturando toda a operação de vendas e treinando toda a equipe nacional de vendedores. Naquela época, quase 1700 pessoas.

Ainda fiz uma consultoria na ambientair.com e depois... bem, você precisa ver o resto deste site. Os detalhes maiores desta vida um dia, quem sabe, seja contado de outra forma.

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